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movimento.com - Personagem : Marcus Góes
Marcus Góes
marcus.goes@uol.com.br
Marcus Góes, que aparece na foto com Plácido Domingo, é musicólogo, crítico de música e dança, pesquisador, cantor e “lecturer” brasileiro, nascido no Rio.
Como crítico, iniciou suas atividades no Jornal do Commercio do Rio de janeiro, em 1985, destacando-se como meticuloso e exigente analista das produções de música sinfônica e de concerto, ópera e dança de todos os teatros do Brasil e do exterior, tendo sido publicadas no Brasil críticas suas de ventos do Teatro alla Scala de Milão, do Teatro Liceu de Barcelona, da Ópera de Paris e de várias casas de espetáculo do Brasil e de todo o mundo.
Em 1986, organizou, para o INACEN do Ministério da Cultura a exposição comemorativa, no Rio de Janeiro, do sesquicentenário de nascimento de Carlos Gomes, da qual foi o curador.
Em 1987, assumiu a função de crítico do Jornal do Brasil e, nesse ano, foi nomeado membro do Conselho de Programação do Theatro Municipal do RJ, que interrompeu para fixar-se na Europa, onde divide residência com o Brasil desde 1989. Atuou como cantor, solista e membro do coro do Teatro lírico d”Europa e do grand Théâtre de Dijon, na França, na Alemanha, na Espanha e em Portugal.
Em 1987, publicou dois livros: o Dicionário de ópera (parte brasileira. Editado pela Editora Guanabara) e Carmen, estudo detalhado da ópera de Bizet, editado pela Editora Salamandra. Em 1996, fez publicar a primeira verdadeira biografia crítica de Carlos Gomes, Carlos Gomes, a força indômita, escrita à luz de documentos e partituras, por ocasião do centenário da morte do compositor (Editora Secult – Belém – Pará).
Em 1997, publicou, na Itália, o livro Carlos Gomes, un pioniere alla Scala, uma outra versão ampliada e atualizada dessa biografia, que se constitui na primeira biografia de Carlos Gomes publicada naquele país e na primeira biografia do compositor escrita originalmente em língua estrangeira (Nuove Edizioni – Milano). Os dois livros são produto de pesquisas efetuadas pelo autor desde os anos 60 em todo o mundo, especialmente na Itália, onde foi encontrada uma infinidade de documentos inéditos sobre Carlos Gomes, pela primeira vez trazidos a público.
Residindo em Dijon e Milão, dedicou-se sempre a conferências e publicação de artigos e ensaios sobre Cultura Brasileira e sobre Carlos Gomes, Villa-Lobos e outros compositores brasileiros, chamando atenção sua intervenção no Teatro Regio de Torino, em 1997, em congresso cujo tema era Carlos Gomes, quando enfatizou o pouco caso e a incúria musicológica com que é tratado este compositor na Itália, ele que foi elemento decisivo ao influenciar com sua música uma infinidade de compositores italianos, Ponchielli e sua Gioconda à frente.
É considerado a maior autoridade mundial sobre Carlos Gomes, possuindo o maior arquivo privado sobre o compositor. Publicou artigos e matérias sobre ele em diversos países e em diversas línguas. Realizou conferências na Civica Scuola di Musica di Milano , na Scuola Musicale di Milano, no Auditorio Fumarolli de Magenta, na Universidade de Essen, no Teatro São Carlos de Lisboa, no Festival de Wexford, na Irlanda e em todo o Brasil.
Em 1987, entregou ao renomado tenor Plácido Domingo as partituras de várias óperas de Carlos Gomes (foto), o que se constituiu no ponto de partida para uma “Gomes renaissance”, que se verifica em todo o mundo, depois que o famoso tenor, tendo sido “iniciado” em Carlos Gomes por Goes, fez encenar na Alemanha e nos EUA a ópera “Il Guarany”.
Desse renascimento, Marcus Góes é o maior e mais entusiasta mentor a nível internacional, tendo, em 2002, dado partida à publicação da partitura e execução da única ópera não executada desde o século passado, a “Joanna de Flandres”.
Em 2003, está convidado para produzir e apresentar um espetáculo exclusivamente de peças de Carlos Gomes na Bélgica, em primeira audição naquele país.
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