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movimento.com - Crítica: Oratório de Natal, de J. S. Bach, pela Bachiana
Crítica
Oratório de Natal, de J. S. Bach, pela Bachiana
A noite do dia 24.11, na Sala Cecília Meireles, apresentou ao público presente, dentro do III Festival Bach, o Oratório de J. Sebastian, com a Bachiana Brasileira, coro e orquestra, e solistas, sob a regência de Ricardo Rocha.
Obra bem de acordo com a época do ano que se aproxima e que tem o poder de nos deixar mais amáveis e mais carinhosos, de uma maneira geral. A época da celebração do nascimento de Cristo que irradia este estado de espírito a quase todos.
Ora, mais uma vez, o maestro Ricardo Rocha se afirma como o baluarte do canto coral sinfônico no Rio de Janeiro, com toda a justeza e com toda a justiça. Não é à toa que nesta mesma semana, dia 26.11, vai reger a 9ª. Sinfonia de Beethoven, com coro e a Orquestra Jovem.
Também, não é por acaso, que, quase invariavelmente, ele faz obras de cunho coral sinfônico, para a estreita alegria dos amantes do gênero. É praticamente o único no Rio, apesar das dificuldades que envolvem projetos desta natureza sem um grande patrocinador por trás.
Certamente, ele é denodado, assim como foi um outro grande maestro amante do gênero, que nos deixou precocemente, já tendo plantado uma bela semente que julgava perene, mas que, ao que parece, foi abafada e não vingou mais.
Isto posto, vamos ao concerto que, como de praxe, encantou o público presente. Mais uma vez, chama atenção a segurança dos diversos participantes do espetáculo, desde o coro até os solistas, orquestra e o próprio maestro, que trouxe em suas mãos o conjunto, sem o menor deslize. Isso é uma marca registrada deste maestro: capricho e capricho.
O coro esteve muito bem, como é normal, apesar do rodízio de seus componentes, mas existe sempre uma base que se mantém e que mantém o coro dentro de um nível sempre muito bom. Raramente, assisti a alguma apresentação deles sem brilho.
Os solistas estiveram num patamar excelente, dentro do espírito da obra que realizavam. Todos dispensam maiores comentários por já serem demais conhecidos do público carioca, mas Ana Cecília encantou com sua bela voz e, espero, continue a se apresentar para o futuro, não só como participante do coro.
Marcelo Coutinho esteve correto em sua performance de cantor completo e experiente, como de hábito. Marcelo Sader, com quem já cantei algumas vezes no início de sua carreira, a meu ver, evoluiu muito, apresentando uma voz bem encorpada, um pouco diferente, mas para melhor.
Mas quem me encantou de novo foi Carolina Faria. De novo, pois, acho eu que o movimento.com, na minha pessoa, foi, senão o primeiro, um dos primeiros a fazer uma crítica de sua atuação, já há alguns anos. Na época, lembro-me bem, foi uma crítica muito favorável.
Depois de algum tempo com belas apresentações, passou um tempo mais recolhida, acho eu, para retornar neste espetáculo, não à promessa que era antes, mas com muito mais maturidade e com a bela voz que tem, muito redonda e muito cheia.
Parabéns a todos os participantes e a platéia coral do Rio de Janeiro só tem que agradecer e pedir que não parem, que não deixem morrer este gênero em nossa cidade. Que o canto coral sinfônico não fique restrito aos esforços da Bachiana e um pouco ao coro do Theatro Municipal, cuja casa está em obras.
Vamos torcer para que os diretores musicais de outras orquestras entendam que o canto coral sinfônico tem platéia muito grande e muito fiel.
Autor Antônio Rodrigues
em 25/11/2009
Opinião dos internautas___________
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